
A experiência do erro, tão comum entre homens de todos os tempos, é indicativo da existência da verdade e da natureza do homem como animal racional e ser finito. Ter uma racionalidade limitada e o poder de escolha entre possibilidades é condição para o erro.
A respeito do erro em geral, o filósofo Mário Ferreira diz: “(…) No erro há um desvio, há aceitação pela vontade do que não foi devidamente examinado pelo intelecto. (…) O erro pode surgir da aparência de uma verdade, de um defeito afetivo, de uma confusão de ideias, de um preconceito aceito como verdadeiro, de uma informação falsa, de um defeito de reflexão, de raciocínio, e até de um desconhecimento. Mas o que revela o erro? Revela que se aceitou como dado certo o que não era o que não se apresentara com todos os requisitos essenciais. Ouvimos uma voz que julgamos ser de alguém: Pedro. Dizemos que é a voz de Pedro. Mas poder-se-ia posteriormente verificar que não era dele. Erramos, por quê? Porque consideramos os elementos de que dispúnhamos como suficientes para uma afirmação julgada verdadeira.”
Há diferentes tipos de erros e graus de importância entre eles. Há erros que custam pouco ou quase nada e há erros que custam muito. Pelas palavras de Cristo, os piores erros dos homens são aqueles que os conduzem ao inferno eterno e o afastam para sempre de Deus, a fonte da felicidade. Por exemplo, Ele diz: “Deixai-os; são cegos que guiam cegos. Ora, se um cego guia outro, ambos cairão na cova.” (Mt 15,14) “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?”
E São Paulo Apóstolo diz: “Por isso Deus lhes envia um poder enganador, para que creiam na mentira, e sejam condenados todos aqueles que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal. (…) porque não receberam o amor da verdade que os poderia salvar” (2Ts 2,10–12). Tanto mais grave pode ser o erro, mais prudente deve ser o homem. E a prudência é virtude e um dos nomes da sabedoria, que inclui a devida consideração e obediência à verdade.




Deixe um comentário