
Na Livro da profecia de Amós é dito: “(…) Eis que dias virão, diz o Senhor, em que se seguirão de perto quem ara e quem ceifa, o que pisa as uvas e o que lança a semente; os montes destilarão vinho, e as colinas parecerão liquefazer-se. Mudarei a sorte de Israel, meu povo, cativo (…)”. (Am 9,11-15).
“Eis que dias virão.” Como mostra a Escritura, os “dias que virão” podem ser de bens ou de males, segundo as ações humanas e segundo a Misericórdia e a Justiça divinas. Naturalmente, como a história é tempo, e este é sucessão, nela há o que deixa de existir e o que passa a existir. Todo esse movimento, as passagens da história, tem causa. Entre elas estão as tendências naturais, a ação humana e, sobretudo, a Providência Divina, que tudo governa.
O filósofo Dietrich von Hildebrand diz: “Temos que compreender… que a liberdade, por sua mesma essência, é uma capacidade de começar uma nova cadeia causal.” (Ética).
E, no Evangelho, é dito: “Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com os seus anjos, e então retribuirá a cada um segundo as suas obras.” (Mt 16,27).



