
No Evangelho de São Lucas está escrito: “Aconteceu que Jesus 18 estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: ‘Quem diz o povo que eu sou?’ 19 Eles responderam: ‘Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou’. 20 Mas Jesus perguntou: ‘E vós, quem dizeis que eu sou?’ Pedro respondeu: ‘O Cristo de Deus’. 21 Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22 E acrescentou: ‘O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia’.” (Lc 9,18-22)
Também segundo a Sabedoria divina, há o momento certo para fazer as coisas, mesmo as mais importantes. A proibição temporária de Jesus, quanto a contarem que Ele era o “Cristo de Deus”, é um exemplo disso. Desse modo, como coisas opostas à virtude da prudência, não deve haver nem precipitação nem atraso (ou procrastinação, ou negligência).
Quando Jesus disse que deveriam acontecer tais coisas com Ele, o homem-Deus, isso significa as decisões da Providência divina, as coisas como Deus as quis e conforme as determinou desde toda a eternidade. Isso não tira a liberdade dos envolvidos, pois também ela foi prevista pela Sabedoria divina. Deus, em sua eternidade, já sabia o que os agentes, em certas circunstâncias, fariam livremente. Ele providenciou as condições para a liberdade e as causas para os fatos, e o fez com perfeição. Neste sentido, nos caminhos de Deus também há o “assim deve ser”, o que inclui o como, o quando, o onde, entre outros. Por isso, pode-se dizer que, enquanto abrangido pela Providência da Sabedoria onipotente, nada do que acontece é sem sentido ou sem razão.




