
No Evangelho de São Lucas é dito: “12 Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13 Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14 Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15 Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16 Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor. 17 Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judéia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18 Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19 A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele e curava a todos.” (Lc 6,12-19)
Segundo o sentido literal, trata-se de um relato histórico, de fatos realmente acontecidos, tal como dito. Nesse sentido, é um Jesus real, numa montanha real, com atos reais, com discípulos reais, com curas reais e poder real.
Nos sentidos espirituais, fundamentados no literal, pode-se dizer: (1) Como sentido alegórico, que aponta para Cristo, deve-se crer que Jesus é perfeitamente sábio em suas escolhas e é fonte de Misericórdia ante as misérias humanas. (2) Como sentido moral, quanto ao que se deve fazer, deve-se imitar a Cristo no recolhimento e na oração, para ter o discernimento da verdade, a bondade da ação e os demais auxílios da Providência. (3) Como sentido anagógico, enquanto aponta para as coisas eternas, deve-se considerar que Cristo concede o bem da missão, o bem da instrução religiosa e o bem da cura corporal ou espiritual para que a pessoa obtenha, pela cooperação com a graça benevolente, o bem maior da vida eterna, que é certa divinização sobrenatural do homem, criatura absolutamente dependente do Criador.





