
Em Provérbios é dito: “Eu, a sabedoria, tenho comigo o (bom) conselho, possuo a ciência e a reflexão. O temor do Senhor odeia o mal. Eu detesto a arrogância e a soberba, o caminho corrompido e a língua perversa. Meu é o conselho e a equidade, minha a inteligência, minha a fortaleza” (8,12-14).
Podemos considerar a sabedoria pelo que lhe é próprio, pelo que inclui e exclui. É próprio dela, enquanto algo do intelecto, a ciência, o conhecimento, o saber, assim como a reflexão, o bom conselho e o temor de Deus. Ela exclui, como aquilo que lhe é oposto, o mal, a arrogância, a soberba, o caminho corrompido e a língua perversa. O homem, para sua perfeição e felicidade, deve detestar esses males detestados pela sabedoria e deve almejar os bens que lhe pertencem.
A ciência diz respeito à verdade e à falsidade; é ver o verdadeiro e o falso. É algo do intelecto, saber intelectual, cheio de compreensão. Possuir a sabedoria é exercer a inteligência, é experiência da razão na interioridade da alma, pela reflexão, pela ponderação, pela direção ao ser, aos inteligíveis.
A sabedoria é cheia de bens espirituais para o aperfeiçoamento do homem e para uma vida frutuosa e satisfatória. Tudo de bom lhe pertence e dela jorra como de uma fonte inesgotável. Ela possui o que é superior e o que a criatura racional deve priorizar. Para a vida, é importante a inteligência para entender, o conselho nas dúvidas e incertezas, a equidade (bom senso, bom êxito) para fazer bem as coisas e a fortaleza nos esforços e adversidades (luta).









