
A mente humana pode estar obscurecida ao ponto em que não vê verdades inegáveis e falsidades inegáveis, verdades e falsidades importantes cuja negação, sempre sem razão, é decisiva em maior ou menor grau para a vida pessoal.
Duas destas verdades evidentes são a presença da consciência humana e a própria verdade que ela pode conhecer enquanto uma – a verdade como essência – e enquanto múltipla, nos seus múltiplos exemplares, como as verdades sobre Deus, as verdades sobre os triângulos, as verdades sobre fatos históricos, e assim por diante.
Temos de reconhecer que são inegáveis pois a negação significa na realidade uma confirmação. Quanto à primeira, só pode negar a consciência quem possui consciência; a negação da consciência, o dizer “não existe”, exige a própria consciência, que assim é confirmada. Quanto à segunda, quem nega a verdade, nega como se sua negação fosse verdade, comporta-se como alguém que diz uma suposta verdade sobre a verdade, e nisto, em vez de mostrar o que afirma, mostra o contrário.
Além disso, sem a consciência e a verdade a criatura humana não poderia fazer coisas elementares para sua sobrevivência, como saber o que é comestível e o que não é. A experiência mostra que há coisas que podemos ingerir e outras não. Se nego esta verdade mostrada pela experiência, então nego esta distinção biologicamente importante. Porém, como neste caso tal negação é algo que só existe na mente daquele que nega e como ele não é Deus, então a realidade permanece como é. E assim podemos dizer que a pessoa que ingere qualquer coisa, como um prato de pregos com uma taça de óleo diesel, para não dizer que é seu destino certo, tem a morte como tendência.
Este pequeno exemplo mostra a importância vital que a verdade possui para a sobrevivência biológica do homem, junto com a importância espiritual. É algo elementar para a vida humana como um todo e para a sociedade. Os conscientes inimigos da verdade são inimigos de Deus, inimigos do homem e inimigos de si mesmos.
