Santa Eucaristia, milagres eucarísticos e verdadeira religião

O Divino Mestre disse: “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir… Quem não está comigo está contra mim; e quem não ajunta comigo, espalha.” Uma versão importantes do “contra si mesmo” é a contradição. Exemplo de contradição evidente é o “quadrado-redondo”. Por essência, ou se é quadrado ou se é círculo, e não é possível haver uma figura que seja os dois ao mesmo tempo no mesmo aspecto (quanto aos ângulos, por exemplo). Neste sentido, se digo quadrado não digo círculo, e se digo círculo não digo quadrado, de modo que se digo quadrado-redondo não digo nada. Por esta e por outras, um reino dividido contra si tende ao nada. O oposto do nada é o ser. A contradição é não ao ser e, consequentemente, é não à verdade. Por esta razão um dos critérios de falsidade é a “contradição”.

Isto é importante para a vida como um todo, o que inclui a religião, pois significa que nem todas as “religiões” podem ser verdadeiras, pelas contradições que entre elas há, e significa no caso do cristianismo que nem todas as “denominações” podem ser verdadeiras, desejadas pelo Deus Uno e Trino. O Cristo mostrado nos Evangelhos é o Cristo que se importa com a verdade, e é Ele mesmo um “sinal de contradição” para muitos em suas falsidades. Parte importante de seu vivo ensinamento é: permaneçam na verdade, permaneçam em mim.

A integridade da fé é importante, do mesmo modo que a verdade para Cristo, a Verdade Vivente, é importante. O protestantismo, como mostra a experiência, é negativo nesses dois aspectos, em razão da multiplicação ilegítima de “denominações” ditas cristãs que ele trouxe, com as contradições e fragmentações aí contidas. A multiplicidade das “denominações cristãs” é ilegítima pois é a multiplicidade de um reino dividido contra si mesmo.

No caso do cristianismo um dos critérios de máxima importância é a Eucaristia. Cristo não pode estar contra Cristo. Ou Ele disse que há Eucaristia tal como a Igreja Católica ensina, ou não disse. Ou Ele está realmente e totalmente presente na Eucaristia ou não está, o que significa que alguém está em engano importante ou em verdade importante, ou seja, com Cristo ou contra Cristo.

Os verdadeiros milagres acontecem por alguma razão na Mente divina. Uma das razões, como mostra as Sagradas Escrituras, é fazer crer ou confirmar aquilo em que se crê, as realidades da fé.

Se é assim, isto vale para os chamados “milagres eucarísticos”, que dizem respeito à Santa Eucaristia, oficialmente reconhecidos como autênticos por autoridades eclesiásticas. Como casos nos quais, por exemplo, do pão consagrado sai sangue, após investigação neles se confirma o que catolicamente se crê, aquilo que Cristo disse: “Este é o meu corpo, este é o meu sangue”. O mesmo Cristo disse tempos atrás à Santa Faustina. Eis o relato: “No lugar do ostensório vi a face adorável do Senhor, que me disse: O que tu estás vendo na realidade estas alma veem pela fé. Oh! Como Me é agradável a grande fé delas. Repara que, embora na aparência não haja em Mim vestígio de vida, na realidade ela está contida em cada uma das Hóstias e em toda a plenitude. No entanto, para Eu poder agir na alma, ela deve ter fé”

Porém, o mesmo Cristo disse a um monge: “Mas o maligno tramou e planejou para cobrir o mistério da minha presença com um negro véu de negligência, de irreverência, de esquecimento e descrença. Ele obscureceu o mistério da minha presença real, e meus fiéis, em primeiro lugar meus sacerdotes, se afastaram de mim, um após o outro, assim como fizeram na primeira vez que me revelei como o Pão vivo que veio dos Céus para dar vida ao mundo.”

Em outro momento disse à Santa Faustina: “Quando venho pela Santa Comunhão ao coração do homem, tenho as mãos cheias de toda espécie de graças e desejo entregá-las às almas, mas elas nem Me dão atenção; deixam-Me sozinho, e se ocupam com outras coisas.” Assim, se há a frutuosa recepção da Eucaristia, há também a má, que se deve evitar. Comenta um santo sobre a comunhão sacrílega “que aquele que comunga em pecado mortal comete um delito… mais horrendo que o de Judas, diz São João Crisóstomo.”

Por esta e por outras, ensina a Santa Igreja Católica que a recepção do Corpo de Cristo exige o “estado de graça”, o estado de mínima amizade com Deus, conseguido pela aniquilação dos pecados graves no arrependimento pessoal e na confissão sacramental. Assim, o caminho é: boa comunhão acompanhade de boa e frequente confissão.

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