O verdadeiro “sereis como deuses”

O verdadeiro “sereis como deuses”, a promessa de verdadeira divinização, é o que vem de Cristo e não o que vem da serpente infernal. A serpente, movida pelo egoísmo doentio, é infernal pois vive no que é inferior, na infelicidade do inferno, e como mostra a história de Adão e Eva, que perderam o paraíso, este é o verdadeiro significado do seu “sereis como deuses”. São palavras de quem te odeia e deseja o seu mal.

Cristo disse: “Crede em mim… Na casa de meu Pai há muitas moradas”. “Quem crê em mim terá a vida eterna”. Isto é divinização. É como se Deus dissesse: “Eu sou Divino, o único e verdadeiro Deus, e vou torná-los divinos, participantes do meu Ser, da minha Essência Divina Vivente, da minha vida íntima trinitária, da minha riqueza inesgotável, da minha felicidade sem fim. Nisso não deixo de ser Deus, o que é impossível, e vocês deixam de ser apenas homens. Eu não ganho nada e vocês ganham tudo. Assim sou Eu, o Deus que é puro amor, infinita misericórdia, bondade sem fim.” Aqui são palavras de Quem te ama e deseja o seu bem eterno.

Nesta santificação, nesta participação sobrenatural na vida divina, o ser do homem é elevado, o que significa que sua inteligência, sua vontade, seu coração são divinizados. Um coração divinizado, por exemplo, é aquele que experimenta delícias divinas, a delícia de todos os santos que é Sagrado Coração de Jesus, como diz sua ladainha rezada na Santa Igreja Católica.

Diz a famosa oração de São Bento: “A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão o meu guia. Retira-te, satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo os teus venenos!” O caminho da Cruz Sagrada, da verdade e das virtudes, é o verdadeiro caminho de divinização, que leva aos Céus, já o caminho do dragão, da falsidade e dos vícios, é falso, e leva aos infernos.

Enquanto opostos, tais caminhos se caracterizam por suas oposições. São como duas estradas diferentes. “Todo aquele que percorre esta estrada começa com prazer e deleite, e o termina em grande miséria e vergonha. Quem toma a outra estrada começa com esforço moderado e suportável, mas chega ao fim com grande alegria e consolação”.

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