Sagrada Escritura: parte da Divina Revelação, verdades nela contidas e o “livre exame” que a perverte

Como nem tudo importa, positiva ou negativamente, do mesmo modo, como há no ser um escala de valores, parte da sabedoria é o senso de importância. Isto vale para a Sagrada Escritura, pois se por um lado é certo que nela, em razão de sua riqueza, há múltiplos significados, portanto múltiplas verdades de conhecimento possível para a mente humana, por outro lado nem todos tem a mesma importância vital para a existência do homem, sobretudo com relação ao alcance da vida eterna prometida pelo Cristo, Sabedoria encarnada.  

A Escritura é parte de uma realidade mais ampla: a Revelação. Hugo de São Vitor diz que no Antigo testamento há uma verdade prometida e no Novo Testamento há a verdade realiza: esta Verdade é Cristo, a Sabedoria encarnada. Assim Ele é simultaneamente o Revelador e a Revelação. Inegavelmente, o Cristo mostrado no Evangelho é o Cristo mestre, que instrui com verdades importantes e é ele mesmo a Verdade Vivente. Parte importante de seu vivo ensinamento é: permaneçam na verdade, permaneçam em mim. Assim, há revelação contida nas Sagradas Escrituras, porém a Escritura não contém toda a verdade da Revelação.

Quanto mais importante algo é, mais importante é a sua perversão. Se nas Escrituras há palavras divinas, inspiradas pelo próprio Espírito da Verdade, então a perversão delas tem grande importância.

Neste sentido o “livre exame” dos protestantes é negativo, pois as contradições e confusões que isto traz, torna as palavras divinas meras palavras humanas, expressões mortas que não ressoam as palavras que são “espírito e vida”. Assim, como os mesmos escritos alguns ensinam coisas contraditórias sobre batismo, sobre Deus, sobre Jesus, sobre Maria, sobre a Santa Ceia, etc., etc., etc., e nisso ou são calvinistas, ou são batistas, ou são pentecostais, ou são espíritas, até chegar ao “cada cabeça uma sentença”. Deus não está contra si mesmo. Pelos frutos conhecereis.

Contra isto a Santa Igreja Católica, sem as perversões que nela o império infernal tenta instaurar, tem a Tradição Apostólica e o Magistério Eclesiástico. É a única que tem a garantia do auxílio do Espírito da Verdade, como mostra seus mais de 2 mil anos de história: “Ele vos ensinará todas as coisas”, “as portas do inferno não prevalecerão”.

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