“O homem virtuoso permanece na sabedoria, estável como o sol, mas o insensato é inconstante como a lua”

A mente atual de cada homem é certamente um misto de saber e não-saber, e nem tudo que está nela é necessariamente verdade ou falsidade. Por isto e pela possibilidade de ilusão, na medida do possível é importante ter razão, que no caso significa ter verdadeira consciência crítica – do verdadeiro valor. A consciência crítica do que é verdadeiro ou falso é a primeira de todas, pois se não há verdade-falsidade, a noção de consciência crítica não faz sentido. Toda crítica supõe a verdade, pois quem avalia tem em mente algum valor, e mesmo se estiver enganado, critica como se fosse verdade.

Na vida humana como um todo, o que inclui a vida religiosa, é importante possuir na medida do possível a consciência do que é verdadeiro ou falso. A verdade e a falsidade têm por essência relação com o ser, e neste sentido é verdade o que é realmente assim e falsidade o contrário. Quanto mais importante for o ser, mais importante é o verdadeiro e o falso.

Tão importante quanto conhecer a verdade é permanecer na verdade conhecida, manter-se fiel a ela. O sábio em parte é aquele que sabe o que passa e sabe o que permanece e, com razão, mantém suas sábias convicções. No livro de Eclesiástico, em uma de suas traduções, é dito que “o homem virtuoso permanece na sabedoria, estável como o sol, mas o insensato é inconstante como a lua” e diz o salmista (49) que “a minha boca falará sabedoria, e a meditação do meu coração será prudência”. A sabedoria traz consigo o reconhecimento de verdades eternas e a prudência. Pelo menos para as realidades mais elevadas, há uma relação entre verdade e virtude, a verdade exige a virtude e a virtude é afirmação da verdade.

O homem prudente assimila uma verdade importante e a incorpora para sempre no seu modo de ser, por que será sempre verdade, e neste sentido é aquele que se comporta como se comporta em razão de sua consciência de ser “as coisas como elas são”. Isto é prudência, “consciência da realidade transformada em exercício”.

Se tudo isto é verdade e se as palavras de Cristo são verdades de vida eterna, então uma importante virtude do verdadeiro cristão é a prudência, um dos nomes da sabedoria, um dos tesouros concedido pelo Espírito Santo.

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