
Na Escritura, com Isaías, diz o Deus vivo: “Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião… Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião; não desanimará, nem desfalecerá, até que tenha estabelecido a verdadeira religião sobre a terra, e até que as ilhas desejem seus ensinamentos.”
O Servo da profecia é Cristo. No Evangelho Jesus é mostrado como Supremo Mestre que instrui com verdades importantes e é ele mesmo a Verdade Vivente. Parte importante de seu vivo ensinamento é: permaneçam na verdade, permaneçam em mim.
Quem estima a verdade como valor supremo deseja que em tudo ela prevaleça, o que vale para a religião. Deus é a Verdade Eterna e a verdadeira religião tem de ser uma religião de verdades eternas na qual a verdade possui máxima importância. Tão importante quanto conhecer a verdade é permanecer na verdade conhecida, manter-se fiel a ela. O sábio em parte é aquele que sabe o que passa e sabe o que permanece e, com razão, mantém suas sábias convicções. Em Eclesiástico é dito: “o homem virtuoso permanece na sabedoria, estável como o sol, mas o insensato é inconstante como a lua”.
Assim, o indiferentismo religioso, que considera sem importância a visualização das “religiões” do ponto de vista do verdadeiro-falso, e que significa assim uma negação da importância que a verdade possui, é um daqueles importantes enganos que enganam, uma perversão que perverte, pois não é possível que todas elas sejam, cada uma em sua totalidade, verdadeiras, já que inegavelmente há entre elas oposições inconciliáveis.
Onde há falsas religiões ou religiões com falsidades em sua essência, há doses de idolatria, ídolos, e pelo menos em alguns casos demônios. E tudo isto se opõe ao Espírito do Servo que veio trazer a verdadeira religião, o Espírito da Verdade.
Se há figuras religiosas desta ou daquele “religião” que encarnam em sua personalidade valores positivos, que significam a afirmação de valores positivos, se Buda, por exemplo, é uma figura positiva, então eles se prostrariam ante Cristo. E se a Igreja Católica é o Corpo Místico do Servo, portanto a verdadeira religião, então não há nada de positivo nas religiões que a Igreja não possua, e ela possui o que as outras, por essência, não possuem: por exemplo, a Sagrada Eucaristia.
