Há versões de Cristo e do cristianismo que são moedas falsas

Há versões de Cristo e do cristianismo que são moedas falsas do verdadeiro Cristo e do verdadeiro cristianismo, são enganos que enganam, perversões que pervertem. Por exemplo, há perversões materialistas, e entre elas tolices daqueles que, sem razão, fazem de Cristo um militante revolucionário, um líder político que por motivações políticas age contra os poderosos de seu tempo para trazer, com o seu evangelho exclusivamente social, uma sociedade sem opressões, o “reino de Deus”. Nesta versão, como em outras que são falsas, há confusões, inversões e negações importantes do que diz o genuíno Magistério da Igreja, a Sagrada Escritura em sua correta compreensão, a Tradição Apostólica iniciada nos Apóstolos, os verdadeiros mestres cristãos de todos os tempos, os autênticos místicos com revelações que lhes foram concedidas, e assim por diante.

Na história de Cristo há oposição, e pode-se dizer ate mesmo oposição política, porém há antes de tudo as oposições verdade contra falsidade, bondade contra maldade, virtude contra vício, Céu contra inferno, e são essas oposições que dizem qual política é positiva ou negativa. Neste sentido, Ele mesmo diz que “nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade”, que “Eu sou a verdade, o caminho e a vida”, e “aprendei de mim que sou manso e humildade de coração”. Na história de Cristo há também escala de importância, hierarquia de bens, e assim Ele diz “não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo no inferno”, e diz “não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam”.

Diz o papa Pio XI: “E neste passo queremos… insistir mais particularmente sobre dois ensinamentos do Senhor, que têm especial conexão com as atuais condições do gênero humano: o desapego dos bens terrenos e o preceito da caridade (…) E esta lição é mais que nunca necessária, nestes tempos de materialismo sedento de bens e prazeres da terra.”

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