Presciência divina e os tempos das profecias

O verdadeiro Senhor da história é o Deus onipotente. À Santa Brígida, Cristo disse: “Tudo o que existe, existiu e existirá é previsto por mim. Nem mesmo um pequeno verme ou o menor dos grãos pode existir ou continuar a existência sem mim. Nem a menor coisa escapa da minha presciência, por que tudo vem de mim e é previsto por mim.”

Para o homem, o tempo é vivenciado como um misto de duração e sucessão, como uma sequência de anterior e posterior, como passado, presente e futuro. No ser de Deus não há passado nem futuro, apenas a simultaneidade absoluta, e tudo o que Ele faz é desde a eternidade. Como diz São Pedro: “um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia”. A Sagrada Escritura ensina considerar os sinais dos tempos, pois diante da Mente Divina cada tempo tem o seu significado. Assim, é dito em Eclesiastes: “Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou. Tempo de matar e tempo de curar; tempo de demolir e tempo de construir. Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de gemer e tempo de dançar… Aquilo que é, já existia, e aquilo que há de ser, já existiu… Debaixo do sol, observei ainda o seguinte: a injustiça ocupa o lugar do direito, e a iniquidade toma o lugar da justiça. Então, disse comigo mesmo: “Deus julgará o justo e o ímpio, porque há um tempo para cada coisa e um tempo para cada obra”.”

Neste sentido, Cristo diz: “Quando vedes levantar-se uma nuvem no poente, logo dizeis: Aí vem chuva. E assim sucede. Quando vedes soprar o vento do Sul, dizeis: Haverá calor. E assim acontece. Hipócritas! Sabeis distinguir os aspectos do céu e da terra; como, pois, não sabeis reconhecer o tempo presente?” E diz São Paulo: “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajuntarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas.”

As profecias sobre o Triunfo do Imaculado Coração de Maria nos dizem que estamos no tempo da morte de uma era histórica e nas dores de parto de outra que virá. “A verdade é filha do tempo”.

Deixe um comentário