“Quem é da verdade ouve a minha voz”

Há realidades que a inteligência humana tem de reconhecer sem poder negá-las, sem poder contradizê-las com razão. Quer dizer, são inegáveis, certezas absolutas pelas quais alguém pode por a mão no fogo, pelas quais uma pessoa pode apostar todas as suas riquezas. Assim como é inegável que o todo é maior que sua parte, é inegável que existe verdade, e verdade absoluta.

Aceitar a existência da verdade significa reconhecer que a realidade é cognoscível – pode ser conhecida – e que o homem é por essência apto a conhecê-la, mesmo que de modo proporcionado à sua mente, que não é uma mente onipotente.

Toda filosofia que nega isto, é falsa filosofia, pois isto significaria a morte da filosofia, significaria torná-la sem sentido, algo vão. Toda ciência e toda religião que negam isto são falsas, porque assim negam a si mesmas, negam o mínimo de consciência que a ciência e a religião exigem. Ciência sem consciência assim como religião sem consciência não faz sentido, é como o depois sem o antes, o segundo sem o primeiro, o maior sem o menor.

A negação da verdade e de sua importância é trevas e não luz, é maldade e não bondade, é insensatez e não sabedoria. Consequentemente, a verdadeira religião só pode ser religião da verdade, a verdadeira ciência só pode ser ciência para a verdade e a verdadeira filosofia só pode ser filosofia para a verdade, o que significa que nelas a verdade tem máxima importância, é um valor supremo.

Cristo, aquele que na profecia de Isaias veio trazer a verdadeira religião, diz: “É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.” E Salomão diz em seus Provérbios: “Feliz do homem que encontrou a sabedoria, daquele que adquiriu a inteligência, porque mais vale este lucro que o da prata, e o fruto que se obtém é melhor que o fino ouro.”

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