Porque Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre, todo católico deve permanecer na Tradição

Por experiência, o tempo é vivenciado pelo homem como um misto de duração e sucessão, como uma sequência de anterior e posterior, como passado, presente e futuro. O movimento dos fatos históricos não é necessariamente evolutivo, um contínuo progresso, em que o posterior é sempre superior ao anterior. Assim, é enganoso medir o valor de certas realidades pelo critério do tempo histórico.

Cristo, Deus-homem, certa vez disse que “antes que Abraão existisse, eu sou” e em outro momento disse “quem não está comigo está contra mim”. No verdadeiro cristianismo há a eternidade, que é superior ao tempo, há a realidade espiritual, que é superior à matéria, há o imutável, que é superior ao mutável, há o absoluto, que é superior ao relativo. Quem superestima o tempo e subestima a Eternidade, quem superestima a matéria e subestima o Espírito, quem superestima o mutável e subestima o Imutável, quem superestima o relativo e subestima o Absoluto, não está com Cristo, mas sim contra Ele e contra si mesmo.

Quem reconhece a verdade como valor supremo deseja que em tudo ela prevaleça, o que inclui a religião. Deus é a Verdade Eterna e a verdadeira religião é uma religião de verdades eternas. Tão importante quanto conhecer a verdade é permanecer na verdade conhecida, manter-se fiel a ela.

No livro de Hebreus é dito que Cristo “é o mesmo ontem, hoje e sempre”; no salmo 118 é dito que “a tua palavra, Senhor, permanece para sempre, e a tua verdade, pelos séculos dos séculos”; no livro de Eclesiástico é dito que “o homem virtuoso permanece na sabedoria, estável como o sol, mas o insensato é inconstante como a lua”; e no Apocalipse São João diz: “vi outro anjo que voava pelo meio do céu, tendo um Evangelho eterno para anunciar aos habitantes da terra e a toda a nação, tribo, língua e povo”.

Por estas e por outras, com relação ao Evangelho Eterno, com relação aos valores supremos da religião de Cristo, com relação às verdades católicas de sempre, todo católico deve ser conservador, deve permanecer na Tradição, em oposição a mudanças que em nome do progresso os “progressistas” querem para a Igreja, pois é falso progresso, e na realidade é degradação, perversões da sabedoria divina.

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