Um dos significados do primeiro mandamento é: “Em tudo sempre amar toda a verdade”

Como palavra de vida eterna, o primeiro mandamento divino ensina amar a Deus sobre todas as coisas, instrui amar em todas as coisas o que merece ser amado antes de todas as coisas, pois é o Ser mais amável de todos, o único totalmente bom eternamente, o Supremo Bem. “A felicidade da vida é a posse da verdade, ou seja, a posse de Ti que és a Verdade”, ensina Santo Agostinho.

Um dos significados do primeiro mandamento é: “Em tudo sempre amar toda a verdade”, pois Deus é a Verdade Eterna criadora de todas as coisas. Em comunhão com Cristo, em conformidade com a Vontade divina, quem estima a verdade como valor supremo deseja que em tudo ela prevaleça, o que vale para a religião. A verdadeira religião ensinada pela Verdade Eterna é uma religião de verdades eternas na qual a verdade possui máxima importância. Assim diz o Salmo 118: “a tua palavra, Senhor, permanece para sempre, e a tua verdade, pelos séculos dos séculos”.  

Tão importante quanto conhecer a verdade é permanecer na verdade conhecida, manter-se fiel a ela. O sábio é aquele que sabe o que passa e sabe o que permanece e, com razão, mantém suas sábias convicções, pois diz Eclesiástico 27 que “o homem virtuoso permanece na sabedoria, estável como o sol, mas o insensato é inconstante como a lua”.

A devida estima pela verdade é tão importante que vale a salvação eterna em oposição ao inferno sem fim. Em Tessalonicenses, ao advertir sobre os enganos do império do Anticristo, São Paulo fala daqueles “que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar. Por isso, Deus lhes permitirá um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro. Desse modo, serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal”.

Santo Agostinho diz: “Porque a verdade gera o ódio? Por que é que os homens têm como inimigo aquele que prega a verdade, se amam a vida feliz, que não é mais que a alegria vinda da verdade? Talvez por amarem de tal modo a verdade que todos os que amam outra coisa querem que o que amam sejam verdade. Como não querem ser enganados, não se querem convencer de que estão no erro. Assim, odeiam a verdade, por causa daquilo que amam em vez da verdade. Amam-na quando os ilumina, e odeiam-na quando os repreende.”

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