A importância de vigiar e permanecer em “estado de graça”, na amizade divina

Cristo fala por meio de comparações como modo de compreendermos as realidades espirituais e as verdades do Evangelho Eterno que Ele deseja ensinar. Neste caso vale aquilo que certa vez Ele disse: “compreendei, pois, o que isto significa”. Ao contar a parábola das virgens previdentes e das imprevidentes, o Divino Mestre ensina a importância de vigiar.

A vigilância tem a ver com a consciência e com a atenção da consciência. Vigiar, em seus múltiplos significados, significa não deixar cair no esquecimento aquelas verdades importantes do Evangelho Eterno e não se deixar dominar pela dispersão na vida espiritual. Na medida do possível, com o auxílio divino, deve ser uma vigilância permanente, própria da pessoa prudente, que sabe o que passa e sabe o que permanece, que sabe o futuro certo da morte que a visitará e do Senhor que chegará, como Aquele que tudo conhece, sempre Misericordioso e sempre Justo em suas avaliações. Assim, diz São Paulo: “Aprendestes de nós como deveis viver para agradar a Deus, e já estais vivendo assim”; e diz o Salmo 96 que “o Senhor ama os que detestam a maldade, ele protege seus fiéis e suas vidas”.

Catolicamente, em seus múltiplos significados, a vigilância significa um combate para permanecer em “estado de graça”, na amizade divina, em oposição contínua aos pecados graves que posso cometer, com frutos mortíferos para a vida da alma. Cristo ensina: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação”. Porém, caso haja quedas nessa luta virtuosa, não deve haver desespero no combatente, pois no tempo da compaixão divina permanece a possibilidade de ir ao tribunal da Misericórdia, como é a Confissão sacramental, que de certo modo sempre antecede o tribunal da Justiça Divina, na imutável harmonia do verdadeiro Deus.

Assim, à Santa Faustina disse Cristo: “Meu Coração está repleto de grande misericórdia para com as almas, e especialmente para com os pobres pecadores. Oh! se pudessem compreender que Eu sou para eles o melhor Pai, que por eles jorrou do Meu Coração o Sangue e a Água como de uma fonte transbordante de misericórdia”. Disse também: “Quem não quiser passar pela porta da Misericórdia, terá que passar pela porta da minha justiça”.

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