
O Divino Cristo, com sua verdadeira Igreja, e a Sagrada Escritura, quando corretamente compreendida, ensinam duas coisas importantes sobre Deus, decisivas para a vida e o destino eterno de cada homem e para as sociedades: a Misericórdia Divina e a Justiça Divina, diferentes mas jamais contraditórias. Elas sempre significam a imutável Bondade de Deus, que não deixa de ser justo quando é misericordioso nem deixa de ser misericordioso quando é justo. A harmonia das perfeições de Deus é imutável, permanece sempre, sem possibilidade de mudança.
Em Cristo há tanto a face da Misericórdia como a face da Justiça. Ele é Salvador Misericordioso, no tempo da compaixão a todos concedido, e Justo Juiz, no dia da justiça, em que o peso da maldade culposa e o da bondade meritória serão pesados na balança da Verdade. Ele disse: “de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no nome do Filho único de Deus. Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más”. Em outra parte, disse: “porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta”.
Em nosso tempo, ensinamentos valiosos sobre esses dois importantes atributos divinos são aqueles contidos no Diário de Santa Faustina. Por exemplo:
(1) “Meu Coração está repleto de grande misericórdia para com as almas, e especialmente para com os pobres pecadores. Oh! se pudessem compreender que Eu sou para eles o melhor Pai, que por eles jorrou do Meu Coração o Sangue e a Água como de uma fonte transbordante de misericórdia”.
(2) “Então, vi Nossa Senhora, que me disse:… Eu dei o Salvador ao mundo e, quanto a ti, deves falar ao mundo da Sua grande misericórdia, preparando-o para a Sua Segunda vinda, quando virá não como Salvador misericordioso, mas como Justo Juiz. Oh! Quão terrível será esse dia! Está decidido o dia da justiça, o dia da ira de Deus; os próprios Anjos tremem diante dele. Fala às almas dessa grande misericórdia, enquanto é tempo de compaixão…”.
