Natividade de Maria, a Imaculada: grandeza da criação do Grande Criador

Deus, em sua majestosa infinitude, sem princípio nem fim, é aquele que tudo contém sem por nada ser contido, pois do contrário teria limites e não poderia ser infinito. Deus é o Ser Necessário, plenitude do Ser, de modo imutável, sem possibilidade de mudança, em certo sentido oposto ao puro nada, ao nada absoluto, que jamais houve e jamais haverá, porque é pura impossibilidade, o que significa indestrutivelmente a eternidade do ser. Deus é o puro Espírito Vivente, como um fogo puríssimo, eterno e vivificante. Deus é a pura Potência, a pura Sabedoria, a pura Bondade, o puro Amor. A bondade de Deus é eterna, sempre o acompanha.  Tudo o que Ele faz é bom, seu Ser é Bom, o Supremo Bem. Tudo o que é bom, em sua relativa bondade, é bom por participação na bondade de Deus. É a bondade de Deus que a todo instante me mantém na existência, ela envolve todo o meu ser, cada uma de minhas células.

Por ser sempre impossível, nada existe fora de Deus, sem a presença divina, o que não significa, como no engano panteísta, que tudo é em si mesmo divino. Corretamente compreendido, em essência eu sou o que sou na Mente Divina. O Deus que me criou é o Deus que disse meu nome, que significa dizer minha essência, um eu na humanidade. O Onipotente não cria por necessidade, como se fosse forçado a criar, e sim por liberdade, porque decide criar. Assim, em sua criação há decisão, e nela, como em todas as decisões possíveis, há preferência entre possibilidades. E se há preferência, há valor, consequentemente ausência de indiferença. Se Deus criou homem e mulher enquanto tais, então há neles, em essência, o valor de ser homem e o valor de ser mulher, o que vale para tudo o mais na ordem da criação.

A grandeza da criatura diz a grandeza do Criador, o que vale para Maria, a Imaculada. Ela, na Mente Divina desde a eternidade, é criada na bondade e pela bondade, em benefício da humanidade, pois dela nasceu o Salvador. “Minha alma engrandece ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua humilde serva. Por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele é Onipotente e cujo nome é Santo”.

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