
No salmo 13 está escrito: “Diz o insensato em seu coração: não há Deus”. Isto significa que o ateísmo é insensatez e não sabedoria. Dizer que não há Deus, quando na realidade há um Deus, é caminhar na falsidade, viver na ilusão. Insensatez quer dizer ausência de senso, neste caso, como exemplo, o senso da eternidade, o senso da unidade, o senso do absoluto, o senso do infinito, o senso do imutável, o senso da presença total, o senso do necessário, o senso dos logos, o senso das razões, e assim por diante.
Não há nem haverá jamais razões inegáveis para o ateísmo, para negar a presença de Deus, daquele que, em sentido elevadíssimo, só pode ser Um, porque pode haver somente um Ser Supremo e Onipotente, por exemplo. No puro ateísmo não há verdade nem virtude, e sim falsidade e soberba. A figura do “bom ateu” é um mito, porque ou ele não é verdadeiramente bom ou não vive como um ateu deveria viver, em consequência de seu ateísmo. O ateísmo é uma perversidade e não merece elogios. Se é certo que em essência não há verdade nem virtude no ateísmo, o ateu, em seu estado de ateísmo, não é um modelo exemplar que mereça imitação.
Inegavelmente, se não há valores em si mesmos absolutos, se nada é absoluto, tudo é permitido. E se a negação de Deus significa a negação do verdadeiro absoluto, então podemos dizer que “se Deus não existe tudo é permitido”. Assim, é próprio do ateísmo a insensata “amoralidade”, o que significa que em si mesmo a moralidade e a imoralidade, o bem e o mal, são relativos, são equivalentes. O permissivismo moral é consequência do relativismo moral, que é uma consequência do ateísmo. Neste sentido, como exemplo, o genocídio em si mesmo não é imoral nem moral, e sim um simples fato que alguns podem considerar um mau e outros um bem.
Pelos frutos conhecereis.
