“Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos”

Quando a Sagrada Escritura fala da glória de Deus, o que isto significa? Significa a grandeza infinita do ser de Deus, dita por exemplo pelo seu Poder Onipotente. Todos os atributos de Deus, tudo aquilo que pertence à Essência Divina, é estimável, é adorável. Quando o salmo 18 diz “narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos”, Deus é reconhecido como o Criador Onipotente e a grandeza de sua criação diz algo sobre o quão grande Ele é. Narrar é dizer, anunciar é dizer. Dizer supõe consciência, inteligência. Consciência supõe o ser, o significado. Neste sentido, tudo o que existe diz algo, e sempre diz algo do Criador, da Mente Divina. A realidade, o cosmos, como cheia de significados, é inteligível, pode ser captada, diz e pode ser dita.  Nas coisas há logos, significado, razão, porque Deus é onipresente, é a Razão Eterna, a Sabedoria Onipotente que tudo contém. Assim, o mesmo salmo diz: “A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma”.

Qualquer ser só é grande na medida em que participa da grandeza infinita de Deus. Não há nada que possa ser maior que Deus nem ser grande sem Deus. A superioridade é sempre no ser, do contrário seria no nada, o que é sem-sentido. A grandeza de Deus significa as perfeições que ele possui em plenitude, de modo imutável, eternamente, sem possível diminuição nem possível aumento, caso contrário não seria em plenitude nem de modo imutável.

A grandeza da criatura diz a grandeza do Criador. Cristo ensina à Santa Faustina que a verdadeira grandeza está na humildade e no amor a Deus. Por isto, nas verdades da verdadeira religião, entre as puras a Criaturas a maior é a Virgem Santíssima, a Mãe do Salvador. Ante o Arcanjo São Gabriel, ela disse “Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra”, escrava no sentido de que o seu ser com sua vontade é todo de Deus, sem limites.  E de si mesma disse: “Minha alma engrandece ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua humilde serva. Por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele é Onipotente e cujo nome é Santo”.

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