
Neemias relata em seu livro: “E o rei disse-me: “Que desejas?” Então, fazendo uma oração ao Deus do céu, eu disse ao rei: “Se for do agrado do rei e se o teu servo achar graça diante de ti, deixa-me ir para a Judeia, à cidade onde se encontram os túmulos de meus pais, a fim de que possa reconstruí-la”. Assim como Neemias, São Francisco de Assis inicia sua missão apostólica com o chamado divino e o desejo em seu coração de restaurar sua amada Igreja, maltratada e mutilada pelos homens decaídos. Em sua missão, como frade mendicante, desejou ser como Cristo, que não tinha onde repousar a cabeça, totalmente abandonado na Providência Divina, com máxima confiança. Assim, como eleito de Deus, fiel servo, um novo Cristo, mudou a história. Como disse Neemias: “E o rei concedeu-me tudo, pois a bondosa mão de Deus me protegia”.
A este respeito, o Senhor Jesus Cristo ensinou ao sacerdote e místico católico Dolindo Ruotolo: “A escada para o Céu é a Minha vontade. O caminho para se alcançar a minha vontade é o abandono e a confiança nas pequenas coisas. O caminho da confiança é pensar pouco no que aconteceu no passado e no que pode acontecer no futuro. Para quê pensar no passado, que não existe mais? Para quê pensar no futuro, que não depende de ti? Repousa em Mim, cumprindo com fidelidade os deveres que te são próprios, fazendo o que depende de ti no momento em que deves agir: eis o segredo da paz interior e, consequentemente, do fervor da alma. Não existe fervor quando não há calma, e não existe calma se não há um pleno abandono em Mim”.
Quem confia na Misericórdia Divina jamais perecerá, nada lhe destruirá, pois ela é Onipotente e cuida afetuosamente de seus filhos amados. A existência de Deus, e com ela sua onipotência, é motivo de alegria para o justo, o homem virtuoso (diante do Criador). A plenitude do ser ou o Ser em suas perfeições eternas é, para si mesmo e para aqueles que as conhecem, experiência de felicidade, motivo de santo deleite.
