“Sim, há recompensa para o justo; sim, há um Deus para julgar a terra”

Deus concede o poder ao homem para que ele seja exercido na justiça, conforme o direito, conforme as leis de sua Sabedoria Divina. Os poderosos do mundo, com a iniquidade em seus corações, trabalham pela injustiça, servem antes ao “príncipe deste mundo” perverso do que a Deus, o Senhor de infinita Bondade, sempre justo e verdadeiro. Não há poderoso que seja maior que Deus ou que possa fugir de Deus. Há um juiz soberano, com poder soberano, detentor de todo o poder, eternamente o mesmo, imutavelmente o mesmo, o indestrutível Governante do governo divino do cosmos. Assim, é dito no salmo 57: “Sim, há recompensa para o justo; sim, há um Deus para julgar a terra”.

Com o auxílio de Deus, o homem pode fazer proezas, porque caminha com o auxílio do Onipotente, Senhor de todas as coisas. A história de Davi contra Golias mostra esta importante verdade, como sabedoria da verdadeira religião. Aparentemente Golias, como guerreiro gigante, é muito mais potente que Davi, um “pequeno” pastor de ovelhas. Porém, na realidade Davi é mais potente porque conta com a mão Onipotente do Criador. Nisto se mostra uma verdade sobre as decisões divinas: entre os homens, Deus escolhe o que é “pequeno” porque nisto é manifestado o seu poder, para aquele que têm ouvidos para ouvir e olhos para ver. Ele eleva o que pequeno para que a grandeza de sua Misericórdia seja reconhecida pela criatura humana miserável, que a ela deve recorrer para sua salvação. Assim, o salmo 59 diz: “Dai-nos auxílio contra o inimigo, porque é vão qualquer socorro humano. Com o auxílio de Deus faremos proezas: Ele abaterá nossos inimigos”.

Deus é uma presença, e uma presença tremenda, temível, não porque ele seja mau, o que é impossível em sua pura Bondade, e sim porque é imensamente grandioso, de uma grandeza imensurável, inimaginável, infinita, perante a qual todo o universo é menos que uma formiga, menor que um grão de areia.  

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