Nosso refúgio está em Deus, é dele que vem o que espero

O ser, o poder e a bondade pertencem a Deus. Em seu poder onipotente pode comunicar o ser e o bem a qualquer criatura para a qual é comunicável. Assim, uma árvore, que em essência não possui a capacidade de conhecer, não pode receber o conhecimento divino, por ser absurdo. Por outro lado, Deus, em Cristo, comunica ao homem a vida divina e com ela o conhecimento divino. Tudo vem de Deus, passa pela vontade onipotente do Criador. Por isto, no salmo 61 é dito: “é dele que vem o que espero”.

Para o homem limitado, o verdadeiro refúgio não está nas criaturas, porque enquanto tais são puro nada, portanto impotentes. Um refúgio impotente é um refúgio facilmente transponível, incapaz de me proteger de um poderoso adversário, de um poderoso inimigo. Assim, como criatura, meu refúgio não pode ser eu mesmo. Como Davi diz no salmo 61: “Ó povo, confia nele de uma vez por todas; expande em vossa presença os vossos corações. Nosso refúgio está em Deus”.   

O salmo 64 diz: “Possamos nós ser saciados dos bens de vossa casa, da santidade de seu templo”. Deus é plenitude do ser, propriamente o Ser em toda sua infinita riqueza, que homem, como sua mente limitada embora apta a conhecer, pode vislumbrar de modo ínfimo. Para o homem não há nada melhor que ser saciado dos bens da casa de Deus, da santidade de seu templo. Cristo disse como promessa: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu Pai há muitas moradas. N sabedoria dos salmos, confirmado pela Sabedoria eterna que se fez homem, Deus é aquele que sacia, que satisfaz os legítimos desejos e aspirações do homem, sobretudo o desejo natural de felicidade. Assim, Santo Agostinho diz: “Fizeste-nos para ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em ti”.

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