Deus não está longe de cada um de nós: nele vivemos, nos movemos e existimos!

Deus é puro ser, porque nele não há nada de não ser. É o primeiro ser, o primeiro princípio, porque não há ser anterior a ele e todo ser provém dele. É ato puro, porque nele não há mistura de ato e potência, um modo de imperfeição. É eterno, porque permanece sempre, existe sempre, sem princípio nem fim. É imutável em sua essência divina, permanece sempre o mesmo na plenitude das perfeições altíssimas do ser, sem possibilidade de mudança. É infinito, porque não é limitado por nada que lhe seja exterior e não possui limites no ser. É absoluto, porque não depende de nada e tudo o mais depende dele. É necessário, porque não poderia não ser e não pode deixar de ser, pela impossibilidade absoluta do nada total. É onipotente, porque a plenitude do ser significa necessariamente a plenitude do poder, de tal modo que possui potência ativa para realizar tudo o que, na infinitude do ser, pode ser realizado. É onisciente, porque a plenitude do ser significa necessariamente a plenitude da consciência, de tal modo que Ele conhece totalmente e intimamente tudo o que pode ser conhecido na totalidade infinita do ser. É a própria bondade e verdade, porque bondade e verdade são como que dois nomes para o ser, em certo sentido coincidem com o ser, como duas faces da mesma moeda. É justo, porque avalia a bondade e a maldade dos atos livres de suas criaturas e diz a justa sentença com a merecida recompensa ou pena. É misericordioso, porque concedeu o ser às suas criaturas inteligentes, elas que dele recebem a existência a todo instante, e em Cristo providenciou gratuitamente, com imenso amor, a salvação eterna, o que significa, para aqueles que de fato querem, participar em certo grau do ser glorioso e da felicidade divina por toda a eternidade.    

Deus tudo contém e por nada é contido. Antes de tudo, Ele é a realidade em que o homem está, e não o universo material perecível. Assim, São Paulo Apóstolo ensina: “De um só homem ele fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, tendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites de sua habitação. Assim fez, para que buscassem a Deus e para ver se o descobririam, ainda que às apalpadelas. Ele não está longe de cada um de nós, pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como disseram alguns dentre vossos poetas: ‘Somos da raça do próprio Deus’”.

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