“A mulher vestida de sol” (I)

“A medalha milagrosa, Lourdes, Fátima, mostraram às almas a grande maravilha de Deus, Maria Santíssima. Imaculada, a mulher vestida de sol e coroada de estrelas por excelência. O dia de Deus avança a passos largos, mas o amanhecer deste dia, embora tenha áreas de luz, também tem áreas de escuridão, assim como o amanhecer do dia terreno.

Você não acredita, diz São Bernardo, que Maria é a mulher vestida de sol? Ela está vestida de sol porque penetrou no abismo muito profundo da Sabedoria divina, além de toda imaginação. Os profetas foram simplesmente purificados nos lábios pelo fogo celestial, mas Maria merecia ser envolvida por todos os lados e como que fechada. É uma grande maravilha, porque, como diz São Boaventura, é aquela que maior Deus não poderia ter criado. Ele poderia ter feito um mundo maior, um céu maior, mas não poderia ter feito uma mãe maior que a Mãe de Deus. É esta maternidade divina que a cobre de sol, e por isso São Bernardo voltou-se para a Santíssima Virgem e exclamou: Jesus Cristo, que é o sol, permanece em você, e você nele. Você o veste e é vestido por Ele. Você o veste com a substância da carne, e Ele o veste com a glória de Sua majestade. Você veste o sol com a nuvem e você mesma é vestida pelo sol.

Santa Maria. Ela tem a lua sob seus pés porque é a governante dos tempos, e todas as épocas a chamam de bem-aventurada; é coroada de estrelas porque brilha com as graças dos Anjos, Apóstolos e Santos no mais alto grau, e é completamente iluminada por privilégios e virtudes incomparáveis. A fé, a esperança, a caridade, a religião, a humildade, a virgindade, a fortaleza, a pobreza, a caridade fraterna, a obediência, a misericórdia e a modéstia resplandecem nela, e ela brilha, como diz São Bernardo, na sua imaculada concepção, na saudação angélica, na infusão do Espírito Santo, na maternidade divina, na virgindade incomparável, na fertilidade sem corrupção, na gravidez divina sem nenhum fardo, no parto sem dor, na mais doce modéstia, na mais devotada humildade, na grandeza da fé, no martírio do coração.

(…)

Esta sublime maternidade de Maria afirma-se sobretudo quando o dragão infernal remove com a sua cauda a terça parte das estrelas do céu, isto é, quando com as suas armadilhas desorienta aqueles que devem ensinar a verdade na Igreja e devem brilhar no seu céu como estrelas que orientam o caminho das almas”. (escrito por Dolindo Ruotolo, sacerdote e místico católico, italiano, séc. XX)

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