Cristo é a Verdade vivente e onipotente que se fez homem por amor ao homem

Cristo é a Verdade vivente e onipotente que se fez homem por amor ao homem, no interesse de sua salvação eterna, felicidade sem fim, na luz da verdade cheia de delícias. Por ser o que é, Cristo fazia o que ensinava e ensinava o que fazia. Nele o ser, a vida e as palavras não estão dissociados, e sim em plena harmonia. Como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, ele é o supremo modelo, ensinado pela Sabedoria Divina para frutuosa imitação. Tudo que se opõe a ele significa falsidade e maldade e tudo que se conforma a ele significa verdade e bondade.

Os mestres da lei e os fariseus se comportavam em oposição a Cristo, sem razão, movidos pelo espírito da falsidade e não pelo Espírito da Verdade, o qual exclui qualquer contradição, pois é próprio da verdade a unidade e a harmonia. Assim, por exemplo, Deus é Uno e Trino, quer dizer, é Um na essência, na substância, na natureza, e Três nas Pessoas – a vida interior do único e verdadeiro Deus. No sentido em que só pode ser um, falar em três deuses é sem sentido, algo contra a razão, contra a realidade. A verdadeira religião, enquanto religião de verdades, não se opõe à realidade e sim o contrário.      

Resistentes ao Espírito da Verdade, os israelitas negaram o verdadeiro Messias e se tornaram inimigos do Evangelho que o próprio Deus para eles enviou, o que era motivo de lamento para São Paulo Apóstolo: “Tenho no coração uma grande tristeza e uma dor contínua, a ponto de desejar ser eu mesmo segregado por Cristo em favor de meus irmãos, os de minha raça”.

Se Deus é a Verdade, então, como parte importante do primeiro mandamento, amar a verdade sobre todas as coisas é um dos preceitos da lei de Deus. No salmo 147 o salmista diz: “Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos, suas leis a Israel. Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos”.

A Verdade é onipotente, domina sobre todas as coisas como único Rei, tem sempre a última palavra, é um Espírito vivo cheio de poder, que cuida, com a bondade que lhe é própria, daqueles que trilham seu caminho nesse mundo envolto por trevas, destinado à ruina, por decisão da Justiça divina. Quem se abrigou na Misericórdia divina, não perecerá.  

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