“O caminho de toda vida boa e feliz é encontrado na verdadeira religião”

A verdade não pode contradizer a verdade, não pode negar a si mesma, e só é negada pela falsidade, sua inimiga mortal nas criaturas espirituais.

Contrário ao relativismo religioso, uma tolice sem verdadeira bondade, a noção de verdadeira religião faz todo sentido, porque ao homem é apresentado inúmeras religiões contraditórias entre si, que por esta razão não podem ser todas verdadeiras. Alguém pode até dizer hipoteticamente que todas as religiões são falsas, no que o ateísmo-materialismo estaria certo, porém não pode dizer, nem hipoteticamente, que todas as religiões são verdadeiras, porque as negações essenciais que há entre elas torna isto impossível, portanto um absurdo, algo contrário à razão, que não merece aceitação e sim negação.

Além disso, a experiência mostra que há verdade e falsidade, que nem tudo que está na mente humana é necessariamente verdadeiro ou falso. Se humanamente há falsidade possível quanto a qualquer coisa, há também quanto à religião.

O Deus vivo e verdadeiro é a eterna e puríssima Verdade. Toda verdade o glorifica e toda falsidade o ofende, e as misturas de verdades com falsidades não lhe pertencem. Assim, não sem razão o profeta Elias e o Apóstolo São Paulo, dois instrumentos da Sabedoria Divina, em suas épocas combateram falsas religiões, inimigas da Religião revelada, assim como combateriam virtuosamente o relativismo religioso, um importante engano que engana, uma importante perversão que perverte.

Santo Agostinho diz: “O caminho de toda vida boa e feliz é encontrado na verdadeira religião. Por ela, é adorado o único Deus, com piedade muito pura. E é ele reconhecido como princípio de todos os seres, origem, aperfeiçoamento e coesão de todo o universo” (no livro “A Verdadeira Religião”, por volta de 390 d.C).

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