
Desde o início dos tempos até o fim do mundo, depois do qual virão novos céus e nova terra, o homem está entre a Misericórdia Divina e a Justiça Divina, perfeitamente harmônicas entre si, e que de fato decidem os rumos da história humana, sem aniquilar a liberdade de cada homem, que nisso pode ser julgado pela bondade ou maldade de seus atos. Deus é sempre, desde a eternidade, o Soberano da história, de todo o Cosmos, de todo o universo; e jamais os demônios ou os homens.
Deus é Misericordioso e Justo de modo perfeito, e Ele em nada nega a si mesmo, portanto em seus atos jamais nega sua misericórdia e sua justiça. Assim, com perfeita harmonia, Deus é sempre misericordioso na justiça e justo na misericórdia. Por exemplo, é certo que na salvação conquistada por Cristo não há nenhum mérito do homem pecador. Deus pagou misericordiosamente o que somente Deus poderia pagar; e por isto houve a encarnação da Pessoa do Filho Eterno, Um com o Pai e o Espírito Santo – A Trindade Santíssima, a insondável vida interior do único Deus. Isto é pura misericórdia. Porém, nesta misericórdia, que abriu a porta do Céu eterno, que é a participação na vida divina por toda a eternidade, nem todos possuem a mesma grandeza, nem todos possuem a mesma riqueza, embora todos sejam ricos, isto é, todos são felizes de modo abundante. Neste sentido Cristo fala do “menor no Reino dos Céus” e de “acumular tesouros no Reino dos Céus”.
Aqueles que corresponderam mais à graça divina, que com suas boas obras acumulam mais tesouros no Céu, são mais ricos no reino dos Céus. Como se assemelharam mais a Cristo neste mundo, sobretudo pelas virtudes provadas nos sofrimentos e adversidades, serão mais semelhantes a Ele no Céu, estarão mais próximos de trono glorioso. Por sua incomparável semelhança com o homem-Deus, nascido de seu ventre puríssimo, Maria Santíssima possui o maior dos tronos celestes abaixo do trono de Cristo Rei; ela foi coroada por Deus como Rainha do céu e da terra, de todas as criaturas. Em seu Diário, Santo Faustina relata a seguinte visão: “Hoje, estive no céu em espírito, e vi suas belezas incomparáveis e a felicidade que nos espera para depois da morte (…). Deus em sua grande majestade, é adorado pelos espíritos celestiais, de acordo a seus graus de graças e hierarquias em que são divididas…”.
