A penitência

“A penitência é necessária?

Jesus acentuou com clareza a necessidade da penitência e a Imaculada mostrou a Bernadete que um de seus desejos a ser proclamado aos demais é a penitência.

Como fazer penitência?

A saúde e as obrigações do próprio estado não permitem a todos o rigor da penitência, embora todos reconheçam que o trajeto da própria vida esta cheio de pequenas cruzes. A aceitação destas cruzes em espírito de penitência: eis um vasto campo para o exercício da penitência.

Além disso, o cumprimento dos próprios deveres, o cumprimento da Vontade de Deus em todos os momentos da vida, um cumprimento perfeito das ações, palavras e pensamentos, exige em muitas ocasiões a renúncia ao que poderia parecer-nos mais agradável num determinado momento: esta é uma fonte copiosíssima de penitência.

Jesus, porém, nos exorta a não ficarmos tristes as fazer penitência, mas que a penitência brote do amor. Uma alma que ama a Deus deseja-lhe dar prazer sempre, em cada momento, com cada pensamento, palavra, ação, com toda a sua atividade e com toda a sua própria existência. Quando, então, acontecer que deva sacrificar algum afeto para alegar a Deus, considere-se feliz, já que tem a possibilidade de dar uma prova de amor desinteressado. Por isso é que os santos desejam muito os sacrifícios, as cruzes, precisamente porque eles testemunham que seu amor era puro; ou melhor, purificavam seu amor a extirpavam os afetos contrários a este amor.

Por isso, todos podemos fazer penitência, sem considerar as condições de saúde, o tipo de trabalho e as obrigações do próprio estado; isto é, podemos fazer penitência a cada instante da vida, e fazê-la por amor.” (de São Maximilano Kolbe, em 1940. Retirado do livro “Escritos de São Maximiliano Kolbe”, Editora Paulus. ).

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