
É dito no salmo 77: “Escuta, ó meu povo, minha doutrina; às palavras de minha boca presta atenção”. Nem todas as palavras que saem de todas as bocas merecem consideração, porque nem todas são verdadeiras. Os homens podem enganar e se enganar, o contrário de Deus, que jamais se engana nem engana ninguém, Ele que é a Verdade puríssima, a Consciência onisciente.
As palavras ditas por Deus, transmitidas por seus eleitos de fato, instrumentos de sua Sabedoria onipotente, são sempre verdadeiras, cheias de instrução para o homem de mente finita, de consciência limitada. A história do profeta Jemerias contra Ananias é um exemplo disso: “E Jeremias acrescentou, ao dirigir-se ao profeta Ananias: “Ouve bem, Ananias! Não te outorgou missão o Senhor. És tu que arrastas o povo a crer na mentira. Por isso, eis o que disse o Senhor: Vou afastar-te da face da terra. Ainda neste ano morrerás, pois que insuflaste a revolta contra o Senhor!”. Nesse mesmo ano, no sétimo mês, pereceu o profeta Ananias”.
Para um homem o desinteresse pela verdade é um sinal negativo, o apego à opinião pessoal é sinal negativo, a imprudência no falar é sinal negativo. A devida estima pela verdade é tão importante que vale a salvação eterna em oposição à perdição eterna. Assim, em Tessalonicenses, ao instruir sobre os enganos do império do Anticristo, São Paulo fala daqueles “que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar. Por isso, Deus lhes permitirá um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro. Desse modo, serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal”.
