
No salmo 76 é dito: “Como um rebanho conduzistes vosso povo, pelas mãos de Moisés e de Aarão”. Os homens escolhidos por Deus são instrumentos de sua Sabedoria Onipotente. Tudo está submetido à Providência Divina, nada lhe escapa. Tudo é providência, inclusive os homens enquanto instrumentos. Deus quis, por meio de Moisés e Aarão, conduzir o seu povo. O mesmo vale para São João Batista, o divino mensageiro enviado como profeta precursor do Salvador, e para São Paulo Apóstolo, de quem Deus disse ser “um instrumento escolhido, que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos de Israel”.
Deus também age por meio de seus escolhidos e pelos frutos podem ser reconhecidos como tais. Na história da Igreja agiu, por exemplo, por meio de São Domingos de Gusmão e de São Francisco de Assis, com abundantes frutos, sobretudo a conversão e salvação eterna de inúmeras almas, das quais o Criador, em seu infinito amor, tem como que sede. Deles o Papa Sisto IV disse: “são as duas trombetas das quais se serve o Senhor Deus para chamar os povos ao banquete de Seu Santo Evangelho!”.
Se eles são necessariamente instrumentos da Sabedoria Divina, então seus frutos não podem ser contrários à mesma Sabedoria. Cristo jamais está contra Cristo, porque a verdade não pode contradizer a Verdade.
O mesmo salmo diz: “Vos sois o Deus dos prodígios”. Isto vale para os escolhidos, que são homens prodigiosos antes de tudo em razão da Vontade onipotente e em razão de suas virtudes, antes de todas a humildade.
