O homens espirituais e os homens materialistas: as obras da carne no natal paganizado

Numa sociedade em grande medida pagã, o Natal, celebração essencialmente cristã, é vivido de modo pagão por parte considerável da população, porque se tornou mais uma ocasião em se vive as “obras da carne”, contrárias ao Espírito do verdadeiro Natal, como ensina São Paulo Apóstolo em sua carta aos Gálatas:

“Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que quereríeis  (…). Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!”.  

Assim, esse natal manchado pelo paganismo, natal materialista, é, por exemplo, acompanhado de músicas que estimulam o pecado e celebram a impureza, de bebedeiras contrárias aos divinos conselhos, de falação maliciosa e mau uso da língua, de agitações desnecessárias, perturbadoras do espírito, e de exibições vaidosas e sensualizadas dos corpos. E nisso, na também celebração do menino-Deus e da Sagrada Família, nem as crianças escapam, pelos maus exemplos, ainda que inconscientes.      

O filósofo Dietrich von Hildebrand ao falar sobre a liturgia católica, da qual faz parte o Natal, diz: “É acima de tudo um sinal de falta de profundidade e de amplitude, quando um homem se preocupa mais com os bens que meramente proporcionam prazer, tais como comida e bebida, os confortos da vida, a propriedade como tal, do que com os bens que proporcionam felicidade espiritual, tais como um maior aprofundamento na verdade, um contato mais profundo com o mundo da beleza e da arte ou uma nobre comunhão. Quando falamos de homens materialistas em oposição aos espirituais, de homens que espalham uma atmosfera opressiva e sufocante mesmo quando são homens de boa vontade do ponto de vista moral, estamos falando exatamente daqueles cuja receptividade aos bens que proporciona, prazer é maior do que a receptividade aos bens que proporcionam felicidade”.

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