
O salmo 71, escrito por Salomão, é um salmo que contém profecias sobre o que se passará no futuro com a presença do Messias, do Cristo, o “filho real”. É dito que ele dominará sobre todas as nações, que nos dias de seu domínio, que durará como a luz do sol, abundarão a paz e a justiça, que seus inimigos se prostrarão a seus pés, vencidos, arruinados, que todos os reis irão reconhecê-lo em sua grandeza, e deles receberá a justa adoração e que será servido por todas as nações e terá servos fiéis em todas as tribos. Isto é o que Deus providenciou infalivelmente para o futuro da humanidade, e em sua presciência, como que parte da sua consciência onisciente, comunicou ao salmista tal conhecimento.
Na verdadeira religião, Cristo significa também o seu Corpo Místico e a Sagrada Eucaristia. Assim, considerando o um e o múltiplo nos significados do que está contido na Sagrada Escritura, certas profecias que dizem o que certamente acontecerá, porque assim decidido por Deus, são profecias sobre a Igreja de Cristo, Católica e Apostólica, e sobre a Sagrada Eucaristia. O triunfo da Igreja, seu domínio entre os povos, é o domínio de Cristo, e o mesmo pode ser dito do triunfo da Sagrada Eucaristia, porque a verdadeira Igreja é essencialmente eucarística, por vontade divina.
Os inimigos de Cristo são inimigos da Igreja e vice-versa. O destino dos inimigos da Igreja Una, esposa de Cristo, é a ruína, o perecimento, porque ele é o Deus dos exércitos, o guerreiro invencível. Como diz o salmo: “só ele faz maravilhas”. Fez e fará maravilhas para sua Igreja, enchendo-a de novo e de novo com os seus dons, permanecendo com ela conforme prometeu. Cristo é o Verbo Eterno encarnado, Unidade Absoluta com o Pai e o Espírito Santo, e sua verdadeira Igreja, essencialmente eucarística e mariana, jamais perecerá, mesmo nas épocas de enxurradas de joio, mesmo nos dias de grandes tempestades.
