
No salmo 81 é dito: “Levantai-vos, Senhor, para julgar a terra, porque são vossas todas as nações” (8). Como é certo que todo ser pertence a Deus, que é a causa total de toda a criação, o primeiro princípio de todas as coisas, é certo que todas as nações pertencem a Ele. A ordem correta das coisas é a ordem divina do ser, na qual há primeiro o direito de Deus e os deveres dos homens. Aqueles que possuem as nações em suas mãos as possuem por concessão de Deus, que sempre tem a última palavra. Desde sempre, é somente com a permissão divina que os homens sobem aos tronos e caem deles, porque o governo divino do mundo, de poder indestrutível, abrange todas as coisas.
Os julgamentos divinos são sempre justos, feitos na mais pura verdade, e em suas sentenças diz a cada um o ele que merece: o prêmio para a bondade e a punição para a maldade, abundância de bens para uns e privação bens para outros, decidido pela Sabedoria daquele que é a fonte de todos os bens, o Bem Supremo, o Sumo Bem, cuja posse é o verdadeiro bem e cuja privação é o verdadeiro mal, o Céu e o inferno.
No salmo 15 é dito: “Guardai-me, ó Deus, porque é em vós que procuro refúgio. 2.Digo a Deus: “Sois o meu Senhor, fora de vós não há felicidade para mim”. 3.Quão admirável tornou Deus o meu afeto para com os santos que estão em sua terra. 4.Numerosos são os sofrimentos que suportam aqueles que se entregam a estranhos deuses. Não hei de oferecer suas libações de sangue e meus lábios jamais pronunciarão o nome de seus ídolos. Ponho sempre o Senhor diante dos olhos, pois ele está à minha direita; não vacilarei. (…) 9.Por isso, meu coração se alegra e minha alma exulta, até meu corpo descansará seguro, 10.porque vós não abandonareis minha alma na habitação dos mortos, nem permitireis que vosso Santo conheça a corrupção.11.Vós me ensinareis o caminho da vida, há abundância de alegria junto de vós, e delícias eternas à vossa direita”.
Á Santa Faustina, Cristo disse: “Hoje traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a minha Misericórdia e mergulha-as na minha Misericórdia. Estas almas foram as que mais sofreram por causa da minha Paixão e penetraram mais profundamente no meu espírito. Elas são a imagem viva do meu Coração compassivo. Estas almas brilharão com especial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do Inferno; defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte” (da Novena à Misericóridia Divina ).
