“Aceitar um verdade evidente é sinal de certa humildade e entregar-se à verdade divina é a alma mesma da verdadeira humildade”

No conhecimento humano há uma participação da liberdade, que traz consigo a possibilidade de aceitação ou negação. Como caso possível, pode haver aceitação do que não deveria ser aceito, por ser falso, e pode haver negação do que não deveria ser negado, por ser verdadeiro. Assim, consideradas as possibilidades, pode-se dizer que no conhecimento há um reconhecimento, no sentido de assentimento da vontade. Por exemplo, uma tendência negativa dos homens, nascida do pecado original, é facilmente se persuadir “de ser falso e duvidoso o que não querem que seja verdadeiro”.

De certo modo, a verdade exige a virtude.

Por exemplo, sobre o demônio Santa Edith Stein diz: “lucífer conhece a distância entre seu ser e o Ser Divino, mas que “não quer reconhecê-lo”. Com isso, se converte no “pai da mentira”. A mentira não é – como o erro – um desconhecer a verdade ou um suposto conhecimento, mas tentativa de aniquilar a verdade. É uma tentativa impotente: a mentira colide contra a verdade”.

O filósofo Dietrich von Hildebrand diz: “Ser relativista ou cético, recuar em comprometer-se sem reservas com a verdade, é certamente demonstração de orgulho. Aceitar um verdade evidente é sinal de certa humildade e entregar-se à verdade divina e absoluta é a alma mesma da verdadeira humildade”.

Em sua Carta aos Tessalonicenses, ao instruir sobre os enganos do império do Anticristo, São Paulo fala daqueles “que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar. Por isso, Deus lhes permitirá um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro. Desse modo, serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal”.

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