O Pão da virtude divina, o Pão dos regenerados no batismo, o Pão dos reconciliados na confissão

Na “Suma contra os gentios”, Santo Tomás sobre a Sagrada Eucaristia ensina o seguinte: “A vida corpórea necessita de alimento material para o crescimento e para o sustento do corpo, do modo que este não se corrompa pelos desgastes contínuos e perca sua força. Ora, foi também necessário haver um alimento para a vida espiritual, por meio do qual os regenerados conservem a virtude e cresçam”.

Figura disto é a história do profeta Elias, quando recebeu do anjo pão e água, que lhe deram vigor para caminhar 40 dias e 40 noites no deserto até chegar ao monte Horeb, a montanha de Deus. Em parte, o que o pão do anjo foi para Elias, a Sagrada Eucaristia está destinada a ser para aqueles que dela se alimentam. Enquanto Pão espiritual, é o Pão da força divina, que sustenta na caminhada do exercício das virtudes, caminho ensinado por Cristo, contra a tirania das obras da carne, contra a agressividade das paixões ávidas por serem satisfeitas. É o Pão dos regenerados no Batismo e dos reconciliados no sacramento da Penitência, concedido por Deus para que, pela vivência das virtudes, o homem permaneça na amizade divina e nela cresça, tornando-se assim mais semelhantes ao Redentor, que enquanto “Cristo Total” é também o Cristo-Eucarístico. Assim, Ele disse: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”.

Por outro lado, São Paulo adverte que o Pão Divino não deve ser recebido por qualquer pessoa em qualquer estado: “Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo e, assim, coma desse pão e beba desse cálice”.

A este respeito, o Papa Pio X ensina: “(…) nem seja lícito proibir o acesso à sagrada Mesa a quem esteja em estado de graça e se aproxime com reta e pia intenção. A intenção é reta quando vamos à Mesa eucarística, não por costume, nem por vaidade, ou por qualquer outro motivo humano, mas para cumprir a vontade de Deus, para mais nos unir com Ele por amor, e para buscar na Eucaristia o remédio divino em nossos defeitos e misérias”.

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