A Igreja Católica é indestrutível: depende absolutamente do Deus que a criou e depende relativamente dos homens que a compõem

Santo Tomás de Aquino diz: “Quando uma coisa depende de muitos, também pode ser destruída de muitas maneiras”.

Se o poder que alguém possui depende de muitos, pode ser destruído de muitas maneiras. Nenhum homem é absolutamente poderoso, porque isto é impossível considerado em sua finitude. Todo homem que tem poder é relativamente poderoso, porque pode certas coisas e não pode outras, e naquilo que pode depende sempre de Deus, e, conforme o caso, depende de outros homens ou criaturas. Por exemplo: um rei que depende de seu exército, e este depende de suas armas. Sem o seu exército o rei seria facilmente destruído por seus inimigos assim como seu exército sem armas seria facilmente vencido pelo inimigo armado. Porém, se Deus quiser, um rei sem exército e um exercito sem armas não perecerão ante seus adversários, porque Deus é Onipotente, possui um Poder absoluto que de nada depende, que nada pode impedir. De certo modo, figura disto é o caso de Davi contra Golias.

Porque depende de Deus absolutamente, em tudo e sempre, das criaturas o homem só pode depender relativamente, e se assim for à vontade de Deus. Assim, Deus pode fazer um homem depender de um barco para atravessar o mar como pode fazer este homem andar sobre o mesmo mar sem precisar de um barco.

Embora composta pode vários homens, a Igreja depende antes de tudo do próprio Deus, que prometeu conservá-la por entre as gerações, até a consumação dos séculos. Ela depende absolutamente de Deus e depende relativamente dos homens, todos “servos inúteis”, que sem Cristo nada podem fazer. A Igreja, una e católica, pode sofrer de diferentes maneiras, mas é indestrutível, porque depende da Bondade Onipotente do Criador. Se ela fosse meramente humana, e não possuísse nada de divino, por sua dependência de muitos já teria perecido, pois seria destrutível de muitas maneiras. Ela pode ser dilacerada e diminuída, mas jamais destruída para sempre, porque segue os passos de seu Criador, Aquele é sua Cabeça, a razão de ser de sua existência.   

No Evangelho de São Mateus está escrito: “Disse-lhes Jesus: “E vós quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!”. Jesus, então, lhe disse: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

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