Se a morte é uma certeza, ela não pode ser a única certeza, pois traz consigo outras certezas

A verdade e a certeza são dois valores importantes da vida humana, da vida da consciência. Uma verdade jamais é a única verdade, e uma certeza jamais é a única certeza. Por exemplo: há quem diga que a única certeza da vida é a morte. Porém, se a morte é uma certeza, ela não pode ser a única certeza, pois traz consigo outras certezas, entre elas as seguintes:

(I) Se para morrer é necessário estar vivo, então pela certeza da morte há a certeza da vida; (II) se existe a morte, então ela é possível, e assim pela certeza da morta há a certeza da possibilidade da morte; (II) se é afirmada a certeza da morte, então há a certeza da consciência da morte naquele que afirma, pois sem está consciência seria impossível esta afirmação; (III) se há a certeza da morte, há a certeza do ser e do não-ser, pois a morte, no sentido considerado, significa uma mudança, uma passagem do ser para o não-ser, do ser vivo para o não-ser vivo, pelo menos quanto ao corpo.

Isto mostra que parte importante da verdadeira consciência crítica, própria da inteligência que na medida de suas possibilidades avalia a verdade e a falsidade de algo, é a consideração das suposições e consequências de uma afirmação ou negação, que possuem com elas conexão necessária, como mostra a realidade e conforme a razão humana pode ver.

São Maximiliano Kolbe ensina: “A nossa vida é uma preparação para a morte./ Eternidade. Neste breve tempo vale a pena sofrer e trabalhar o mais possível”. E no Evangelho Cristo, Verdade eterna, ensina: “Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora” e “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”.

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