
Em sua “Suma contra os gentios”, Santo Tomás de Aquino diz: “Como é próprio do bem fazer o bem, é também próprio do sumo bem fazer o ótimo. Ora, Deus é o sumo bem”.
Como Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, a Sabedoria Divina encarnada, a Igreja de Cristo, da qual Ele mesmo falou com São Pedro, é a Igreja de Deus, uma de suas obras, algo que Ele fez. É próprio de Deus, como Sumo Bem, fazer o ótimo, e isto vale para a Igreja feita por Ele.
Uma coisa é o que Deus fez otimamente, com lhe é próprio, e outra coisa são as perversões humanas daquilo feito por Deus, consequência da permissão divina do exercício do livre-arbítrio de suas criaturas. Nas permissões divinas há sempre Sabedoria e Bondade, e nelas a Justiça, porque pertencem perfeitamente à Essência de seu Ser Glorioso.
A Igreja de Cristo não pode ser protestante, porque, pelos seus frutos, considerados como tendência natural de seu ser, não é algo feito otimamente. Como mostra a história, entre seus frutos está a multiplicação de seitas e denominações que se dizem cristãs e que trazem consigo inúmeras contradições e confusões, sempre inimigas da verdade, contrárias à unidade na verdade, o que jamais pode ser atribuído a Deus, Ele mesmo a Verdade Eterna. Assim, o protestantismo só pode ser um desvio da ideia divina de Igreja, uma perversão da verdadeira Igreja.
