
“Oh! quão diferente deveria ser esta vida para não se desejar a morte! Como nossa vontade se inclina de modo diverso à vontade de Deus! Quer o Senhor que queiramos a verdade, e queremos a mentira; quer que amemos o eterno, e nos inclinamos ao que acaba; quer que aspiremos às coisas grandes e elevadas, e desejamos as baixas e terrenas; quer que só ponhamos nosso interesse no que é seguro, e gostamos do que é incerto. Parece zombaria, filhas minhas! Supliquemos, pois, a Deus que nos livre destesperigos para sempre, e nos liberte já de todo mal. E ainda que nosso desejo nãoseja perfeito, esforcemo-nos por fazer esta petição. Que nos custa pedir muito, se pedimos ao Onipotente? Mas, para melhor acertarmos, deixemos que conceda conforme a Sua vontade, pois já lhe demos a nossa; e seja para sempre santificado seu nome, nos Céus e na terra, e em mim seja sempre cumprido o seu bem querer. Amém”. (Santa Teresa d’Ávila, em “Caminho de Perfeição”)
“Em qualquer estado em que se encontre, a alma deve rezar. Tem que rezar a alma pura e bela, porque de outra forma perderia a sua beleza; deve rezar a alma que está buscando essa pureza, porque de outra forma não a atingiria; deve rezar a alma recém-convertida, porque de outra forma cairia novamente; deve rezar a alma pecadora, atolada em pecados, para que possa levantar-se. E não existe uma só alma que não tenha a obrigação de rezar, porque toda graça provém da oração” (Santa Faustina, Diário, nº 146).
