
“(…) Para que seja manifesto que nenhuma coisa foge da sujeição à providencia divina, e que a ordem da providência divina é absolutamente imutável, e que as coisas provenientes dela acontecem todas necessariamente.
Deve-se primeiramente saber que, sendo Deus a causa de todas as coisas existentes, porque dá o ser a todas elas, é necessário que a ordem da sua providência abranja todas as coisas. Pois, às coisas, às quais Deus dá o ser, necessariamente lhe dá a conservação e lhes confere a perfeição no fim último.
(…)
É necessário, pois, que a providência divina manifeste-se em suma perfeição, porque Deus é absoluta e universalmente perfeito, como acima foi demonstrado. Ao usar a providência, Deus ordena todas as coisas por mínimas que sejam, segundo a consideração da sua eterna sabedoria, e quaisquer coisas que operam são instrumentos movidos por Deus. Submetidas que estão a Deus, servem para desenvolver a ordem ideada pela providência como que desde toda a eternidade.
Se, porém, todas as coisas em tudo que podem fazer servem necessariamente a Deus nas suas ações, é impossível que algum agente impeça a execução da providência divina, fazendo algo que a contrarie. E também não é possível que a providência divina seja impedida por um defeito de algum agente ou paciente dela, porque toda potência, ativa ou passiva, está nas coisas causadas segundo disposição divina. É, ainda, impossível, que a execução da providência divina seja impedida por qualquer mudança no providente, pois Deus é absolutamente imutável, como acima foi demonstrado. Resta, pois, afirmar que a provisão divina não pode ser absolutamente excluída.
(…)
Manifesta-se, outrossim, como inócua a objeção de Túlio, segundo acima se relatou. Ora, estando sujeitos à providência divina não só os efeitos, como também as causas e os modos de ser, como se depreende do que foi dito, não resulta que, se tudo é efetuado pela providência divina, nenhuma coisa venha de nós. Pois elas são providenciadas por Deus para que sejam livremente realizadas por nós”. (Trechos da “Suma contra os gentios”, de Santo Tomás de Aquino, sobre a providência divina)
“Deixa-te conduzir pela Divina Providência. A Imaculada fará tudo, não te preocupes com nada!” (São Maximiliano Kolbe)
