
“(…) A cada ente é comunicado por parte de Deus o que cada ente é, seu modo de ser, sua essência e sua existência. Conforme sua essência e existência dá-se também a medida e o modo do seu conhecer e querer, a verdade e a perfeição que estão ao seu alcance”. (Edith Stein – Santa Teresa Benedita da Cruz)
Como imutavelmente o Primeiro e Supremo Ser é Deus, causa total de tudo o que há, na ordem divina do ser, na qual existimos, o ser da criatura é um ser recebido e participante, em razão da Bondade Onipotente. Desde si, de sua Onipotência que pode tudo na totalidade do possível, que exclui o sem-sentido dos absurdos, como “o círculo quadrado”, Ele comunica a essência e a existência de cada coisa, a perfeição e a bondade de cada coisa. Com Cristo, o Verbo Encarnado, o Filho Eterno que assumiu a natureza humana, novas bondades e perfeições são comunicadas aos homens abertos a recebê-las pela obediência da fé e confiança filial, destinadas a permanecerem por toda a eternidade, como um posse imutável, uma herança imperecível, um novo modo de existência, sobrenaturalmente divino.
Não de modo absoluto, porém em grau elevado, além do natural para a humanidade, perfeições divinas passam a estar ao alcance dos homens, como fruto duradouro da vida exemplar de Cristo, o Cordeiro de Deus, o Divino Salvador. Assim, o mesmo Jesus Cristo diz: “Sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito” e “Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-me”.
Na criação o Criador concede ao homem, como parte de sua natureza humana, a perfeição da inteligência, potência espiritual capaz, por exemplo, de vislumbras verdades eternas. Na Encarnação Redentora, o mesmo Criador concede ao homem participar sobrenaturalmente do conhecimento divino. Assim, na Transfiguração: “Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha.Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele”.
“Louvai o Senhor, porque ele é bom; porque eterna é a sua misericórdia”. (Salmo 117)
