
“Quando Deus escolhe, pela graça, alguém para uma missão tão elevada, concede-lhe todos os dons para esta missão. É o que se verificou eminentemente em São José, pai nutrício de Nosso Senhor Jesus Cristo, e esposo de Maria (…)”. (São Bernardino de Sena)
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“Este ponto é admiravelmente exposto por Bossuet em seu primeiro panegírico deste grande santo (3º ponto), quando nos diz: ‘Entre todas as vocações, aponto duas, nas Escrituras, que parecem diretamente opostas: a primeira, dos apóstolos, a segunda, de José. Jesus se revela aos apóstolos, para que o anunciem a todos os povos; e se revela a José para que silenciasse e o ocultasse. Os apóstolos são luzes, para fazer Jesus Cristo ser visto pelo mundo; José é um véu para cobrir, e sob este véu misterioso oculta-nos a virgindade de Maria e a grandeza do Salvador das almas (…). Aquele que glorifica os apóstolos pela honra da pregação, glorifica José pela humildade do silêncio’. A hora da manifestação do mistério da Encarnação não tinha ainda chegado; esta hora devia ser preparada por trinta anos de vida oculta.
A perfeição consiste em fazer o que Deus quer, cada qual segundo a sua vocação; mas, no silêncio e na obscuridade, a vocação de José ultrapassa a dos apóstolos, porque toca mais de perto a ministério da Encarnação redentora. José, depois de Maria, foi mais próximo que qualquer outra pessoa do autor da graça, e, no silêncio de Belém, durante a permanência no Egito e na pequena cada de Nazaré, ele recebeu mais graças que jamais receberá qualquer outro santo. Sua missão foi dupla”. (Garrigou-Lagrange, no livro “A Mãe do Salvador e nossa vida interior”)
Valei-nos, São José!
