“Tudo o que existe o criou a Bondade divina para fazê-lo participar do ser divino”

“Deus é o lugar de onde nasce todo ente: as criaturas naturais, assim como os dons de graça e glória que se difundem nas criaturas. Tudo o que existe o criou a Bondade divina para fazê-lo participar do ser divino”. (Santa Edith Stein, em comentário sobre a angeologia de “Dionísio-Areopagita”).

A grandeza da criatura, pela dependência absoluta, diz de certo modo a grandeza do Criador, que necessariamente é superior a ela, por exemplo como Aquele que a fez, porque o que faz é superior ao que é feito. Como Ele a criou do nada, portanto a partir de si mesmo, como Ser Puríssimo onipotente, necessariamente toda inteligência que há na criação pertence ao Criador, assim como todo poder, perfeição e bondade. A criatura nada possui que seja seu e não pertença antes a Criador. Assim, pode-se dizer com razão que tudo o que existe em seu verdadeiro ser o criou a Bondade Divina, como participante do ser divino sem que seja com isso essencialmente divino, porque só pode haver um verdadeiro Deus.

Neste sentido, Cristo Misericordioso disse a Santa Faustina: “Tudo que existe, está encerrado nas entranhas da Minha misericórdia, e de forma mais profunda que a criança no ventre da mãe. Quanta dor Me causa a falta de confiança em Minha bondade. Os pecados que Me ferem mais dolorosamente são os de desconfiança”(1076).

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