
No salmo 56, Davi diz: “3. Clamo ao Deus Altíssimo, ao Deus que me cumula de benefícios. 4.Mande ele do céu auxílio que me salve, cubra de confusão meus perseguidores; envie-me Deus a sua graça e fidelidade. 5.Estou no meio de leões, que devoram os homens com avidez. Seus dentes são como lanças e flechas, suas línguas como espadas afiadas. (…) porque aos céus se eleva a vossa misericórdia, e até as nuvens a vossa fidelidade. 12.Elevai-vos, ó Deus, nas alturas do céu, e brilhe a vossa glória sobre a terra inteira”.
A fidelidade de Deus é absoluta, Ele sempre cumpre sua palavra. Suas palavras são cheias de Sabedoria, ditas em sua infinita Bondade e contam sempre com seu poder Onipotente. Deus é grandioso demais, a própria grandeza, incomensurável. Nenhuma expressão é exagerada para expressar o quanto Deus é Glorioso; na realidade todas as palavras são insuficientes, porque sempre limitadas. Sobre Aquele que é ilimitado, o que é limitado só pode expressar limitadamente. O Infinito sempre transcende o finito, porque este, por essência, não pode abarcá-lo. Assim, com relação às criaturas, Deus é sempre mais, está sempre além. Somente Deus mesmo, em sua Onipotência, pode elevar o homem até Si. É o infinito onipotente que amplia o finito impotente. Nisto a Misericórdia de Deus é evidente, sua Bondade é inegável.
Todo o Ser Deus é estimável, adorável. Porém, sem negar a Unidade, a Simplicidade e como que a Harmonia do Ser Divino, o homem deve estimar especialmente o Amor Misericordioso, a Misericórdia Divina, porque ela é sua vida, sua existência, sua salvação. A verdadeira religião é uma religião que não exclui a Justiça Divina, e sem negar a Justiça a Misericórdia é especialmente estimada. Cristo é o Deus Misericordioso, a Sagrada Eucaristia é o Deus Misericordioso. Todas as bondades na verdadeira religião dizem Deus é Misericordioso, Bondade infinita: a Criação, a Encarnação Redentora, o Céu eterno, a Santíssima Virgem Maria, a Igreja, os 7 sacramentos, a Sagrada Escritura, os milagres, o purgatório, as indulgências, os sofrimentos, os Santos, e assim por diante.
Cristo disse à Santa Faustina: “Antes de vir como justo Juiz, abro de par em par as portas da Minha misericórdia. Quem não quiser passar pela porta da misericórdia, terá que passar pela porta da Minha justiça… (Diário. 1146)”. E: “As almas que recorrem à Minha misericórdia e aquelas que glorificarem e anunciarem aos outros a Minha grande misericórdia, na hora da morte Eu as tratarei de acordo com a minha infinita misericórdia” (1520).
