“A falsidade não é um caminho bom para a verdade, como se lê na Escritura: O quê de verdade pode vir da mentira”

Na “Suma Contra os Gentios”, Santo Tomás de Aquino diz: “A falsidade não é um caminho bom para a verdade, como se lê na Escritura: O quê de verdade pode vir da mentira (Eclo 34, 4). Ora, a vinda de Cristo ao mundo foi para manifestar a verdade, pois ele mesmo disse: Eu aqui nasci, e para isto vim, para dar testemunho da verdade (Jo 18, 37). Ora, em Cristo não houve falsidade alguma. Mas, se as coisas ditas sobre ele fossem apenas aparência, neste caso haveria nele falsidade, pois, o falso é aquilo que não é como se vê. Logo, as coisas que foram ditas a respeito de Cristo, o foram segundo a realidade existencial.”.

Uma afirmação sem sentido é: “não importa a religião, o que importa é crer, é a fé de cada um”. Isto é falso, porque o que vale acreditar em algo falso? Maior valor que o acreditar tem a verdade. O verdadeiro Deus não propõe ao homem crer no que é falso, pois Ele é a Verdade, que apresenta a verdadeira fé como um dever para o homem.

Deus é a Verdade Suprema. Assim, um dos significados do primeiro mandamento é amar a verdade sobre todas as coisas. Quem ama a verdadeiramente a verdade ou a ama com perfeição, deseja que a verdade, ante a possibilidade da falsidade, prevaleça em todas as coisas, o que inclui a “religião”. Enquanto contraditórios que se excluem necessariamente, nem todas as ditas religiões podem ser verdadeiras e a verdadeira religião é a religião da verdade, na qual a verdade possui máxima importância, enquanto valor supremo, a Vida Divina, o Espírito do Deus.  

A falsidade não é um bom caminho para a verdade. O próprio Cristo disse ser o único caminho que conduz à vida eterna, á felicidade duradoura, como está escrito na Sagrada Escritura. Se a contradição e a confusão são como que dois nomes para a falsidade, elas não podem ser o correto caminho de Cristo e de sua verdadeira Igreja, seu Corpo Místico, como ensina São Paulo, o Apóstolo, conhecedor de certos mistérios divinos, instrumento da Sabedoria Onipotente para a difusão do Evangelho Eterno entre os pagãos. A falsidade, e nela a confusão e a contradição, é do homem decaído e dos anjos rebeldes, jamais de Deus, que é a Verdade Puríssima.  

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