
A mente humana depende da realidade, do ser, e não o contrário. Se há realidades que existem apenas na mente humana, como os entes de razão, nem todas as realidades são assim, e neste caso possuem existência fora dela. O ser é a vida da consciência e não o contrário. No nada, na pura ilusão, a mente do homem é algo sem sentido, sem valor.
Sem verdade não há inteligência, não há razão, não há sabedoria, não há ciência; tudo o que de algum modo nega a verdade, opõe-se a elas. A verdade é a vida da inteligência, da razão. Todo caminho de oposição à verdade é um caminho de morte para a razão, como é o caso do relativismo, do subjetivismo e do ceticismo total.
A única mente da qual tudo depende é a Mente Divina, que em sua eternidade é anterior e simultânea com relação à mente humana. Antes de haver um homem concreto, com uma consciência vivente, já havia a Mente Divina que tudo conhece totalmente de modo todo simultâneo. Assim, embora em certo sentido o homem possua uma potência criadora, a mente do homem não é propriamente criadora do ser ou da realidade, mas sim descobridora, desveladora, e participante daquilo que a Mente Divina lhe concede como bondade.
Cristo é simultaneamente o Logos Divino e a Verdade Divina encarnada. Deus é a Inteligência, a Verdade e o Ser. Assim, na realidade o domínio da razão, da inteligência, significa o domínio da verdade, afirmação das coisas como elas são e devem ser, em seu logos e em suas leis, enquanto ideia divina na Sabedoria Eterna.
