A paternidade, a maternidade e a filiação são em si mesmas bondades que trazem consigo outras bondades, conforme a ideia divina

Há a paternidade, a maternidade e a filiação, e nessas três realidades há virtudes e deveres, e há suas possibilidades negativas, que, em razão sobretudo do mau uso da liberdade humana, são como que desvios de verdadeira essência de cada uma. Como criações divinas, são dádivas, porque certamente tudo o que Deu cria é bom. Assim, a paternidade, a maternidade e a filiação são em si mesmas bondades que trazem consigo outras bondades, conforme a ideia divina. Porque há uma essência, uma ideia divina imutável, e porque há possibilidades negativas quanto ao seu exercício, a paternidade, a maternidade e a filiação podem ser corrigidas. A este respeito, como instrução para a liberdade do homem, no 4º mandamento Deus ensina um dever: “Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor, teu Deus”.

Porque o homem não é puro animal, não é puramente corpo, porque há bondade e maldade, e porque há instrução e condução de uma consciência, a paternidade e maternidade são espirituais em certo sentido. Há maternidade espiritual e paternidade espiritual sem o vínculo biológico, assim como há com o vínculo biológico. Por exemplo, quanto à maternidade, Cristo na Cruz disse à sua Mãe Santíssima: “Mulher, eis aí teu filho”; e disse a São João Apóstolo: “Eis aí tua mãe”. Outros casos, quanto à paternidade: São Domingos de Gusmão, fundador da ordem dos dominicanos, é considerado como pai por seus filhos membros da ordem, e o mesmo acontece com São Francisco de Assis com relação aos franciscanos.

Assim como há a maternidade espiritual de Maria Santíssima, a Nova Eva, Mãe dos homens, há a paternidade espiritual de São José, que é, por exemplo, patrono de toda a Igreja, das famílias, dos trabalhadores e de cada um que se entrega a ele como filho adotivo.   

Uma Oração: “Oh! Deus, que ofereceis São José como modelo da verdadeira devoção aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, e a ele nos dais como patrono em meio das provas que afligem ao mundo e a Igreja! Concedei-nos por sua intercessão a graça de chegar a sermos verdadeiros filhos destes Sagrados Corações.  Pedimos-Vos pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.”

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