Aceitar as graças de Deus por meio de Maria, escolhida pela Misericórdia Divina como medianeira de suas bondades, é um dos modos de exercer a humildade

Deus concede as suas graças do modo que Ele quiser e os homens devem aceitá-las assim. Deus quis doar suas graças por meio de seu Cristo, o Sumo-Sacerdote, e, nele, por meio de sua Mãe Santíssima. Se a desgraça entrou na vida do homem pela escolha de Eva e Adão, a graça veio à vida do homem pela escolha da nova Eva e do novo Adão.

Que Deus concede bondades por meio de suas criaturas, legítimos mediadores, é uma verdade ensinada nas Escrituras. Por exemplo, graças foram concedidas por meio dos Profetas e dos Apóstolos. Maria é Rainha dos profetas e dos apóstolos, superior a eles em seu ser e em sua relação com Deus, e assim pode mais do que eles, ao ponto de alguns sábios da Igreja chamá-la de “onipotência suplicante”, pois tudo o que ela pede a Santíssima Trindade lhe é concedido, já que em sua humildade e pureza é perfeitamente amada por seu Pai perfeitíssimo, por ser Filho perfeitíssimo e por seu Esposo perfeitíssimo.

Como como nova Eva, Maria é a pura criatura que mais fez pela humanidade, porque pelo seu sim generoso tornou-se como que um canal de graças para todos os homens de todos os tempos, do passado, do presente e do futuro, até o fim do mundo. Nos méritos de Cristo, Ela é a que mais mérito possui, e nas graças de Cristo, é a que mais graças pode conseguir para os homens. Ela Mãe da Misericórdia, feita por Deus para ser distribuidora de sua Misericórdia Onipotente.

Aceitar as graças de Deus por meio de Maria, escolhida pela Misericórdia Divina como medianeira de suas bondades, é um dos modos de exercer a humildade, pois significa aceitar sua Vontade. Assim é dito que “Deus resiste aos soberbos e aos humildes dá a sua graça”. A grandeza das graças de Maria é ensinada pelo Arcanjo Gabriel, a mediação de Maria perante Cristo é ensinada pela alegria de João Batista no ventre de Isabel e pelo milagre das Bodas de Caná, e a maternidade espiritual de Maria é ensinada por Cristo na Cruz, quando diz a São João “eis aí a tua mãe”. Ela é a Mãe do Salvador, e Mãe espiritual dos homens, que pede a seu Filho Misericordioso graças para seus filhos miseráveis. “Ser vosso devoto, ó Virgem Santíssima, é uma arma de Salvação que Deus dá, àqueles que quer salvar”.

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